O Coral Municipal do Centro de Atenção à Terceira Idade (Cati), mantido pela Prefeitura de São José, vai se apresentar na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Laguna na sexta-feira (7). O grupo embarca às 7h30 para a apresentação, que será no período da manhã.
Coordenado pelo maestro e professor de canto Vanderlei Nunes de Andrade desde 2015, o coral reúne atualmente 32 idosos que frequentam o Cati. Ao longo da última década, o grupo ampliou o repertório de oito para 89 músicas e mantém uma agenda de apresentações em instituições, eventos e espaços de convivência.
“O objetivo é levar alegria por meio da música. Temos um repertório variado e procuramos incluir canções que despertam lembranças e emoções nas pessoas. A música cria uma conexão muito especial com quem nos recebe”, destacou o maestro.
Para integrar o grupo, os interessados devem frequentar as aulas gratuitas de canto no Cati por, no mínimo, cinco meses antes de passarem por uma avaliação técnica. Os ensaios ocorrem semanalmente às terças-feiras, das 13h30 às 15h30.
Qualidade de vida e socialização Segundo a diretora do Cati, Ana Lúcia Domingues Lopes, além de estimular a convivência, o coral também contribui para a saúde dos participantes. “O canto trabalha aspectos cognitivos, fortalece a memória e promove a socialização. Eles se sentem valorizados e têm a oportunidade de representar São José em outras cidades”, pontuou.
Para os coralistas, o impacto na rotina é visível. Aos 72 anos, Rosa Herling participa do grupo há cerca de oito anos e define a experiência como transformadora. “Estar no coral é tudo para mim. Cantar e estar com os amigos é a minha alma. Nas viagens, a gente vai cantando, volta cantando e é sempre uma alegria”, relatou.
A expectativa para a viagem também é grande para Elza Cardoso Flores, de 74 anos. Integrante do grupo há três anos, ela fará a primeira visita a Laguna. “Vou realizar dois sonhos ao mesmo tempo: conhecer Laguna e cantar lá”, detalhou.
Já para João Augusto do Nascimento, de 70 anos, integrante do grupo há cerca de nove anos, esta será a segunda apresentação na cidade onde nasceu. “Sou natural de Laguna e tenho muito orgulho de onde vim. Adoro música e acho essa integração fundamental. É uma alegria voltar lá para levar um pouco do nosso carinho para o pessoal da Apae”, ressaltou.
Para Namir Barbosa Cunha, de 81 anos, integrante desde 2015, a música representa qualidade de vida. “Isso aqui é uma terapia para mim. O coral me faz muito bem e estar com esse grupo é uma alegria”, contou.

