A história da professora Maria Minervina Soares Cunha, conhecida como professora Lia, educadora que dá nome ao Centro de Educação Infantil (CEI) do bairro Ipiranga, inspirou a produção de um livro ilustrado e de um curta-metragem apresentados nesta quarta-feira (15). A atividade reuniu crianças, professores, familiares e amigos de Maria Minervina.
O projeto envolveu pesquisa, estudo da biografia, contação de histórias e produção audiovisual. A apresentação contou com teatro e uma roda de conversa com familiares e pessoas que conviveram com Maria Minervina.
O filho da professora, Adriano Cunha, destacou a emoção de ver a história da mãe sendo conhecida pelas novas gerações. “É muito gratificante ver o legado que ela deixou para toda a comunidade. Conversei com pessoas que disseram que fizeram Pedagogia por causa dela. Ser filho dela é uma bênção. É emocionante perceber que esse legado continua”, afirmou.
A professora aposentada Marli Geraci da Silva, que conheceu Maria Minervina antes mesmo de ela ingressar na carreira docente, destacou o entusiasmo que marcava a convivência com todos. “Quando se fala de Lia, se fala de alegria. Ela era pura energia, pura felicidade”, relembrou.
A secretária adjunta de Educação, Sonali Thiesen Lehmkuhl, que trabalhou com a educadora, ressaltou que o livro e o curta-metragem permitirão que as futuras gerações conheçam quem foi a professora que dá nome ao CEI. “A Lia foi um exemplo, sempre dizia que o amor e o respeito é o mais importante de tudo. Atuou na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e na Educação de Jovens e Adultos. Queremos que as crianças saibam quem foi Maria Minervina, conheçam a história e levem esse legado para a vida. O livro e o filme tornam essa memória permanente dentro da escola”, frisou.
Sobre Maria Minervina Nascida em 20 de maio de 1946, Maria Minervina Soares Cunha dedicou a vida à educação e à alfabetização. Ingressou na Prefeitura de São José em 1992, por meio de concurso público, e construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com o ensino, pelo acolhimento aos estudantes e pela defesa da educação como instrumento de transformação social.
Ao longo da carreira, atuou em diferentes unidades da rede municipal, entre elas: o CEI São Judas Tadeu, a Escola Básica Municipal (EBM) Altino Corsino da Silva Flores e o Centro Educacional Municipal (CEM) Vila Formosa. Reconhecida pela dedicação à alfabetização, também aceitou o desafio de ensinar jovens e adultos que não tiveram acesso à escola na infância.
Aos 58 anos, concluiu a graduação em Pedagogia, reafirmando a convicção de que nunca é tarde para aprender e ensinar. Faleceu em 2018, de acidente vascular cerebral (AVC).
Em reconhecimento à contribuição para a educação de São José, o Centro de Educação Infantil do bairro Ipiranga leva o nome dela.

