No Centro de Educação Infantil (CEI) Eloí Nietsche, bairro Serraria, em São José, um personagem de papelão está sendo utilizado como ferramenta pedagógica para abordar, de forma lúdica, temas como inclusão, empatia e respeito às diferenças.

É o Ratinho Tico, que foi diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), usa abafadores de som e demonstra sensibilidade ao barulho, características que ajudam as crianças a compreender, desde cedo, as particularidades do autismo.

A iniciativa foi trazida no ano passado para a unidade pela professora Valéria Romancini Pacheco, da turma G3-4 Misto Vespertino e auxiliar de educação especial. Em 2025, Valéria participou da formação do projeto Papelando Sonhos, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação e destinado aos professores da rede municipal. Desde então, Tico passou a integrar o cotidiano do CEI, e neste ano o ratinho ganhou dois novos amigos produzidos pela Valéria e pela professora Nilzeth Morette da Silva Pinto na formação deste ano.

Na turma da professora Valéria, composta por 24 crianças, quatro são diagnosticadas com TEA. “O Ratinho Tico é protagonista de diversas contações de histórias aqui no CEI. As narrativas, curtas e adaptadas para cada faixa etária, buscam sensibilizar as crianças sobre o autismo, o respeito às diferenças e a empatia com as pessoas”, destacou a professora Valéria.

A idealizadora do projeto Papelando Sonhos, professora Soraia Jacqueline Rebelo, acompanhou a atividade no CEI nesta quarta-feira (1º) e destacou a importância de ver a formação sendo colocada em prática. “É muito significativo perceber que o projeto foi acolhido pelas unidades educativas. Quando o professor cria um personagem, ele constrói uma identidade que pode acompanhar todo o processo educacional da criança. E o mais interessante é ver como cada unidade adapta a proposta à sua realidade, abordando temas como reciclagem e combate ao racismo”, afirmou.

O projeto Papelando Sonhos mostra que materiais simples podem se transformar em ferramentas de aprendizagem, contribuindo para a formação das crianças. “O papelão é um material muito rico, que pode ser reaproveitado e tem durabilidade”, finalizou Soraia.