A Prefeitura de São José, por meio da Secretaria de Segurança, Defesa Social e Trânsito, apresentou o Plano de Contingência Municipal, um documento estratégico elaborado para a gestão de crises climáticas. A iniciativa visa preparar o município para os possíveis impactos do fenômeno El Niño, que segundo prognósticos meteorológicos, pode intensificar chuvas, alagamentos, vendavais e deslizamentos em Santa Catarina. A secretária Andrea Luiza Grando, coordenadora do Comitê Municipal de Gestão de Crise Climática (CGCC), detalhou as diretrizes para a atuação integrada dos órgãos públicos.

O plano estabelece protocolos unificados para monitoramento, alerta, resposta e recuperação, com responsabilidades claras para cada secretaria e órgão envolvido. Entre as prioridades destacadas estão a proteção de populações vulneráveis, a preservação de infraestruturas críticas como hospitais e escolas, e a garantia da continuidade dos serviços públicos essenciais em cenários de emergência. A Aemflo e CDL São José manifestaram apoio à iniciativa, ressaltando a importância da colaboração entre o poder público, o setor empresarial e a sociedade civil.

Para a operacionalização em campo, o plano institui o Grupo de Ações Coordenadas (GRAC), composto por representantes do município, Estado, União e entidades da sociedade civil. Este grupo será responsável por coordenar ações de resgate, assistência às famílias afetadas, segurança, saúde, logística e recuperação das áreas impactadas. Critérios claros para a ativação do plano incluem chuvas superiores a 100 milímetros em 24 horas, confirmação de deslizamentos ou registros de inundações e alagamentos.

Além das ações de resposta imediata, o plano prevê um processo contínuo de revisão, realização de simulados e atualização de mapas de risco. O objetivo é aprimorar os protocolos operacionais e adaptar as estratégias às mudanças climáticas, fortalecendo a cultura de prevenção em São José. A Defesa Civil do Estado, representada por Rodrigo Nery e Costa, também participou da apresentação, reforçando a importância da integração entre os órgãos para uma gestão de riscos mais eficaz.