A gestão municipal de São José tomou a decisão de não aderir ao programa habitacional Casa Catarina, iniciativa do governo do Estado focada em famílias de baixa renda. Esta recusa representa um revés significativo para a oferta de moradia social na região, uma vez que o programa previa uma parceria estratégica entre os municípios e o Executivo estadual.
O modelo proposto pelo Casa Catarina consistia na contrapartida dos municípios em ceder terrenos adequados para a construção das unidades habitacionais. Em troca, o governo do Estado se comprometia a destinar os recursos financeiros necessários para viabilizar a edificação dessas residências. A não adesão de São José, portanto, impede a concretização dessas construções dentro do escopo do programa estadual.
A decisão da prefeitura gerou descontentamento e questionamentos por parte de setores da sociedade civil e de especialistas em habitação. Argumenta-se que a recusa em participar de um programa com potencial para beneficiar diretamente famílias em situação de vulnerabilidade social é uma "birra política" que prejudica o acesso à moradia digna. A falta de adesão pode resultar em um atraso considerável na entrega de novas unidades habitacionais, ampliando o déficit e as dificuldades enfrentadas por muitos munícipes.
O impacto da não participação no Casa Catarina se estende à redução das opções disponíveis para as famílias de baixa renda que buscam uma casa própria. Em um cenário onde a demanda por habitação social é alta, a desistência de um programa que poderia expandir a oferta levanta preocupações sobre as prioridades da administração municipal em relação à política habitacional e ao bem-estar de seus cidadãos.

